Como melhorar o controle do diabetes – Medicação ou redução do peso?

A obesidade e o diabetes são grandes flagelos globais, com causas genéticas e ambientais bem estabelecidas.

As intervenções de estilo de vida reduzem o risco de desenvolver diabetes em pessoas de alto risco e podem diminuir a progressão uma vez que a doença é diagnosticada, mas há uma variabilidade considerável em resposta a tais intervenções.

Muito disso pode estar relacionado a aderências variáveis ​​e comportamentos compensatórios. No entanto, há provas convincentes de que a resposta glicêmica de uma pessoa aos alimentos provavelmente será conduzida por variantes biológicas que são pessoais.

Como controlar a diabetes?

A modificação da dieta geralmente é a primeira orientação atribuída ao diabético.

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No entanto, a intervenção dietética sozinha é muitas vezes insuficiente para evitar que a doença progrida, e o tratamento com drogas simples ou combinadas geralmente ocorre, evoluindo para a substituição por insulina em cerca de um terço dos pacientes.

Porém, os principais testes de intervenção mostram que a dieta, o exercício e a perda de peso podem ajudar a melhorar a progressão do diabetes e até mesmo reverter a doença.

O potencial das mudanças de estilo de vida são muito mais relevantes para o controle do diabetes do que a uso de terapia combinada de medicações. Ou seja, o diabético que apostar apenas nas medicações para controlar a sua doença, poderá ter resultados desanimadores.

Importante, a adesão e eficácia são reciprocamente relacionadas, já que as pessoas que vêem pouco ou nenhum benefício, são menos propensas a continuar a aderir e a falta de adesão mina a eficácia das intervenções.

Isso enfatiza a necessidade de tratar os pacientes com as terapias mais adequadas ao seu “biótipo”, bem como determinar como entregar essas intervenções de forma a maximizar a conformidade a longo prazo.

Por isso que alguns trabalhos vem mostrando que dietas mais restritivas podem ser mais eficazes no controle e reversão do diabetes. Essa história de fazer um trabalho muito lento não parece ser o melhor caminho para esses pacientes, por uma simples questão de eficiência.

Resposta Individual – Papel do Médico Nutrólogo

As mudanças de hábitos de vida que induzem a perda de peso para a prevenção do diabetes são mais eficazes em pessoas que são intolerantes à glicose (ou seja, a glicemia pós-prandial é elevada) e menos efetiva naqueles com glicemia de jejum alterada.

Isso provavelmente deve-se às causas subjacentes desses dois tipos de disglicemia: o primeiro é atribuído principalmente à resistência à insulina periférica, que muitas vezes pode ser melhorada através da perda de peso, enquanto a segunda é principalmente a conseqüência da gliconeogênese hepática excessiva.

No entanto, as dietas hipocalóricas sustentadas (cerca de 800kC / dia) também podem melhorar profundamente a glicemia de jejum , mesmo em pessoas com diabetes manifesta, em virtude de reduções no teor de gordura hepática e melhorias correspondentes na sensibilidade à insulina no fígado.

O problema é que a adesão a longo prazo para tais dietas é obviamente difícil e apenas pacientes altamente motivados provavelmente se beneficiarão desta estratégia.

Estudos recentes fornecem provas convincentes de que as características de um indivíduo influenciam a resposta metabólica à dieta.

O impacto da dieta em pessoas com diabetes, minimizando a variabilidade na resposta glicêmica aos alimentos, é uma característica importante do regime de autocuidado do paciente, uma vez que as concentrações de glicose muito altas podem ser prejudiciais às células produtoras de insulina  no pâncreas e a uma série de outros órgãos e sistemas , enquanto a glicose muito baixa pode levar à perda de consciência.

Assim, entre a vasta literatura sobre a base biológica das respostas individuais à dieta, existem alguns ensaios bem conduzidos que fornecem fortes evidências de que os preditores de resposta são pessoais e, em alguns casos, quantificáveis.

Como dito, o diabetes é  uma doença que apresenta forte ligação com o fator ambiental e o modo como vivemos, e dentro deste cenário, o papel do médico Nutrólogo é extremamente relevante e necessário

O médico nutrólogo está plenamente capacitado para orientar os seus pacientes sobre a melhor estratégia nutrológica e medicamentosa a ser instituída, além de oferecer suporte e ferramentas necessárias para que a adesão as mudanças sejam menos penosas.

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Grande abraço!
Dr Luiz Gustavo Solano
Médico Nutrólogo
CRM 106353 I RQE 55075

Autor: Dr. Luiz Gustavo Rosa Solano

Médico Nutrólogo (CRM 106353 I RQE 55075) e Diretor Clínico da Clínica Solano em Sertãozinho–SP e Ribeirão Preto–SP