Como prevenir o câncer de mama? Dicas rápidas sem complicação

O câncer de mama é um problema de saúde muito temido por grande parte das mulheres, tanto pela sua freqüência, como pela sua agressividade.

Sendo assim, neste post, quero trazer informações para  prevenir o câncer de mama.

Na faculdade de medicina, adquiri habilidades clínicas importantes, mas a experiência só se adquiri quando ficamos tete a tete, quando nos deparamos com situações reais e que exijam ação rápida e eficiente. Ao ouvir as histórias dos meus pacientes, passei a admirar a capacidade de boa parte deles em superar a adversidade. Não se vitimizam, são lutadores.

No que diz respeito aos riscos de câncer de mama, existem fatores que não estão ao nosso controle, mas temos  aqueles que são modificáveis.

O fator de risco mais importante para o câncer de mama é o aumento da idade. Isso é compreensível,  porque, à medida que seu sistema imunológico envelhece, torna-se menos efetivo em protegê-lo contra o câncer.

A exposição cumulativa dos seios ao estrogênio, é outro fator que aumenta o risco de câncer de mama.

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Ter uma primeira gravidez aos 25 anos confere um efeito protetor na mama e diminui o risco de câncer de mama em 10%. No entanto, a tendência geral é que as mulheres se casem mais tarde, e a gravidez precoce muitas vezes não é uma opção.

Um estudo de 2007 revelou que o risco relativo de desenvolver câncer de mama em mulheres pós-menopáusicas, com seios densos, era 400% maior do que em mulheres com tecido mamário gordo e não denso.

Cerca de 5% a 10% dos casos de câncer de mama são considerados hereditários, resultantes diretamente de defeitos genéticos (chamadas mutações) herdados de um dos pais.

Uma história familiar positiva de câncer de mama é vista em apenas 15 a 20% das mulheres com câncer de mama. O risco é aumentado se houver múltiplos parentes do sexo feminino de primeiro grau com câncer de mama ou se o câncer do parente ocorreu antes dos 40 anos.

BRCA,  são genes de câncer de mama que não representam risco para uma mulher quando funcionam normalmente. No entanto, se os genes sofrerem mutações BRCA-1 ou -2, aumenta o risco de câncer. Embora menos de 10% de todos os cânceres de mama estejam ligados a essas mutações genéticas, as mulheres com essas mutações correm alto risco de câncer de mama.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama

Alimentação

A dieta tem um peso crucial na proteção contra o câncer de mama. Primeiramente, é necessário aumentar a ingestão de vegetais verde escuros ( crucíferos ), ricos em sulforafanos, um fitoquímico com propriedades antioxidantes e antiproliferativas.

Além disso, aposte nos alimentos orgânicos, e reduza o contatato com xenobioticos como  plásticos aquecidos e pesticidas.

Obesidade

A obesidade e o ganho de peso, durante a vida adulta, aumentam o risco de câncer de mama na  menopausa,  porque o tecido adiposo aumenta os níveis de estrogênio. O efeito adverso da obesidade no câncer de mama é mais forte em mulheres que não usam reposição hormonal.

No estudo da Nurses ‘Health, as mulheres que obtiveram dez ou mais quilos após a menopausa, aumentaram seus riscos em 18%,  enquanto aquelas que perdiam pelo menos dez quilos, diminuíram o risco de câncer de mama em 57%.

Não é só isso, o risco de recidiva de câncer de mama, em mulheres tratadas, é maior naquelas que estão acima do peso

Ingestão de álcool

Uma meta-análise de mais de 40 estudos epidemiológicos mostrou que beber diariamente pode aumentar o risco de câncer de mama em até 21%.

O estudo Million Women, publicado em 2009 mostrou que beber 1 cerveja por dia aumenta o risco de câncer de mama.

Embora o álcool tenha sido anteriormente associado a benefícios cardíacos, Michael Lauer MD do Instituto Nacional do Coração dos EUA, revela que o risco de câncer observado neste estudo pode superar os benefícios.

Exercício

Vários estudos mostram que o exercício regular reduz o risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa. Isto se deve a uma soma de fatores, aumento da capacidade antioxidante, controle do peso e redução da gordura corporal.

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Amamentação

Uma metanálise com  47 estudos epidemiológicos em 50.302 mulheres com câncer de mama e 96.973 mulheres sem câncer de mama,  mostrou que a incidência de câncer de mama foi reduzida em 4,3% para cada 12 meses de amamentação. Considera-se que o efeito protetor está relacionado ao atraso na retomada dos ciclos ovulatórios provocados pela  amamentação.

Doença Fibrocística do Mama

As mulheres diagnosticadas com doença fibrocística da mama (FBD) e uma história familiar de câncer de mama, correm maior risco se uma biópsia de mama apresentar certas alterações proliferativas, embora a patologia seja benigna para o câncer.

Deficiência de vitamina D

Dois estudos de meta-análise de 2010, mostraram que manter níveis suficientes de vitamina D no sangue protege contra câncer de mama. Um estudo mostrou uma redução de 41% no risco de câncer de mama em estudos caso-controle.

Estudos de laboratório também apoiam esta ação protetora contra o câncer de mama, através de vários mecanismos. Um artigo de revisão de 2010 informou que um subproduto de vitamina D promove a apoptose (autodestruição programada) de células de câncer de mama, diminui o excesso de produção de estrogênio e tem ações anti-inflamatórias.

A vitamina D é a “vitamina do sol” e muitas vezes você consegue obter níveis adequados de vitamina D com exposição solar regular, expondo a maior parte de pele possível por 20-30 minutos, mas com cuidado para não queimar. Indivíduos com pele escura podem precisar de um tempo de exposição até seis vezes maior por causa da menor absorção. No inverno, muitas vezes é mais difícil obter níveis adequados.

Para aqueles que não conseguem obter uma exposição adequada ao sol, recomenda-se a suplementação de vitamina D. A Canadian Cancer Society recomenda um mínimo de 1000 UI de vitamina D3, mas muitas vezes são necessários níveis muito mais altos.

O Dr. John Cannell, Diretor do Conselho de Vitamina D, sugere que os adultos geralmente precisam de cerca de 5000 UI de vitamina D3. Ele sugere fazer exames de rotina e também enfatiza a importância de outros nutrientes, como magnésio, zinco, vitamina K2, boro e uma pequena quantidade de vitamina A, que melhoram a utilização de vitamina D.

Qual o papel do médico nutrólogo?

Como vocês observaram, os principais pilares para reduzir o risco de câncer de mama estão todos diretamente ligados a Nutrologia, ou seja, sem uma boa alimentação, sem controlar o peso, sem corrigir deficiências de vitaminas e de hormônios, o perigo continuará mais vivo do que nunca.

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Grande abraço!
Dr Luiz Gustavo Solano
Médico Nutrólogo
CRM 106353 I RQE 55075

Autor: Dr. Luiz Gustavo Rosa Solano

Médico Nutrólogo (CRM 106353 I RQE 55075) e Diretor Clínico da Clínica Solano em Sertãozinho–SP e Ribeirão Preto–SP