Reposição de testosterona aumenta risco de doenças do coração? Mito ou Verdade?

As manchetes se alvoroçaram  em 2013, assim que  um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) relatou aumento do risco cardiovascular em homens tratados com reposição de testosterona.

O estudo comparou a incidência de doenças cardíacas em 8709 homens, veteranos de guerra, que apresentavam baixos níveis de testosterona  e que foram submetidos a angiografia coronária.

Os dados mostraram que o grupo tratado com testosterona, apresentou uma taxa absoluta de acidente vascular cerebral, infarto e morte por causas cardiovasculares de 25,7%, em comparação com 19,9% no grupo não tratado.

Essas descobertas receberam uma enorme atenção da mídia e foram publicadas e comentadas no mundo todo.

No entanto, mais tarde descobriu-se que a análise estatística era incorreta e, em vez disso, o número de eventos adversos era muito menor no grupo tratado com testosterona.

Em março de 2014, a JAMA publicou uma segunda correção de erros, com dados adicionais envolvendo mais de 1000 indivíduos. Além disso, foi revelado que a população de estudo não era composta apenas por homens,  quase 10% eram mulheres.

Até à data, 29 sociedades médicas pediram a retração do artigo original, argumentando que os dados não são confiáveis.

Na prática clínica, ao repor testosterona a homens com níveis deficientes, verificamos rotineiramente melhora no desejo sexual, função sexual, massa muscular, densidade óssea e redução de gordura corporal.

reposição de testosterona coração

No que diz respeito ao sistema cardiovascular, um artigo de revisão de várias dúzias de estudos revelou:

A deficiência de testosterona não tratada, está associada ao aumento da mortalidade, endurecimento generalizado das artérias e doença cardíaca;

A mortalidade é amplamente reduzida em homens com desequilíbrio hormonal  tratados com reposição de testosterona em comparação com homens não tratados.

A capacidade física, a tolerância ao exercício, a força e a massa muscular melhoram em pacientes em tratamento com testosterona,  em comparação com o placebo,  em homens com doença cardíaca conhecida.

A terapia de reposição de testosterona quando  comparada ao placebo, resulta em melhora uniforme dos fatores de risco cardiovascular (massa gorda, circunferência da cintura e  resistência à insulina).

A mídia tende a sensacionalizar a notícia. Cada hormônio desempenha um papel vital no nosso corpo.

Como médico especialista em Clínica Médica e Nutrologia há mais de dez anos, aprendi a ter um respeito saudável pela capacidade do organismo de se auto-curar.

Quando faço o diagnóstico de deficiência de testosterona nos meus pacientes, primeiro quero determinar o “POR QUE” dessa carência. A redução dos níveis de testosterona em homens pode ser reversível em uma série de situações, ou seja, em inúmeros casos não há necessidade de reposição hormonal, e sim, de mudanças de hábitos e ajustes metabólicos e nutricionais

Um homem com deficiência de testosterona, tem uma condição subjacente tratável,  que está interferindo na capacidade do corpo de produzir testosterona.

Sinais e sintomas de deficiência de testosterona:

  • Queda da libido
  • Redução do vigor físico e mental
  • Ereções menos vigorosas
  • Rarefação de pelos
  • Redução de força e perda de massa muscular
  • Comprometimento do sono e do humor
  • Sintomas depressivos
  • Aumento da circunferência abdominal

Portanto, vamos ouvir melhor o nosso corpo. A reposição de testosterona é um tratamento seguro, quando prescrito por profissional capacitado e com indicação precisa, podendo assim  restaurar o pleno funcionamento do nosso organismo.

Os hormônios  são terapias poderosas e é sempre melhor respeitar a sabedoria do corpo.

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Grande abraço!
Dr Luiz Gustavo Solano
Médico Nutrólogo
CRM 106353 I RQE 55075

Autor: Dr. Luiz Gustavo Rosa Solano

Médico Nutrólogo (CRM 106353 I RQE 55075) e Diretor Clínico da Clínica Solano em Sertãozinho–SP e Ribeirão Preto–SP